Ipea divulga Índice de Expectativas das Famílias (IEF) – Dezembro de 2011

27, janeiro, 2012

Embora o mundo viva um momento de incerteza, com crises econômicas na Europa e nos Estados Unidos, os brasileiros estão com boas esperanças quanto ao cenário socioeconômico.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o índice de otimismo das famílias brasileiras quanto à economia do país fechou em 67,2 pontos, em dezembro de 2011. Um ano antes, no mesmo mês, o índice era de 63,7 pontos.

Para gerar o Índice de Expectativas das Famílias (IEF) foram entrevistados moradores de 3.810 domicílios em 200 cidades do país.

Os indicadores mostram, ainda, que a maior parte das pessoas que opinaram também acreditam que a situação atual melhorou em relação ao ano passado. Cerca de 78,2% dos pesquisados disseram viver hoje em situação melhor.

O Ipea acredita que a avaliação se deve ao reconhecimento, por parte dos consultados, da melhoria nas condições do mercado de trabalho, que tem ampliado as oportunidades. Além disso, o aumento da renda dos brasileiros também contribuiu para o otimismo apresentado pelas famílias.

Outro fator relevante na pesquisa é que o número de pessoas endividadas também foi positivo. Mais de 56% dos entrevistados disseram não estar com dívidas pendentes.

Por Paulo Talarico

Brasil, Economia, IPEA, Notícias

Brasil tem o Pior Retorno no Uso de Impostos

26, janeiro, 2012

Segundo um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), dos trinta países pesquisados, o Brasil é o que pior aproveita os recursos arrecadados, ficando na última posição do ranking.

Países da América do Sul, como o Uruguai e a Argentina, também foram analisados e tiveram um resultado melhor que o brasileiro.

De acordo com o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, é possível que o Brasil cobre menos impostos e passe a investir melhor os recursos.

Para Olenike, embora o Brasil seja uma potência quando se fala em Produto Interno Bruto e crescimento econômico, isso não é transformado em qualidade de vida para os brasileiros.

A pesquisa mostrou que o Brasil arrecadou R$ 1,5 trilhão em impostos no ano passado e que esse dinheiro não retornou como investimento para as necessidades básicas da população.

Foi analisado também que a classe média paga indiretamente duas vezes pelo mesmo serviço. Um exemplo disso são os impostos que deveriam ser transformados em qualidade na saúde pública, como essa transformação não acontece, os contribuintes são obrigados a recorrer aos planos de saúde privados. Tal situação é vergonhosa, visto a quantia de dinheiro arrecadado.

Fonte: Agência Brasil.

Por Jéssica Posenato

Brasil, Impostos, Notícias, Pesquisa

Número de famílias endividadas apresentou queda em janeiro de 2012

26, janeiro, 2012

De acordo com a CNC (Confederação Nacional do Comércio), o percentual de famílias com conta em atraso caiu em janeiro de 2012.

A Pesquisa Nacional do Endividamento e Inadimplência do Consumidor foi realizada este mês no Brasil e ela aponta que 19,9% das famílias estão com as contas em atraso. O número teve uma queda de 1,3% sobre o mês anterior e 2,2% ante janeiro de 2011.

O percentual de endividados também sofreu um recuo de 59,4% para 58,8%. Outro percentual que teve um recuo de 1% em relação ao do ano passado foi o de famílias que disseram não ter condições de pagar suas dividas que caiu de 7,9% para 6,9%.

Apontado por 73% como o principal fator para o endividamento, o cartão de crédito lidera o ranking, seguido pelo carnê, 22%, e pelo crédito pessoal, que ocupa o terceiro lugar com 12,1%.

A CNC estima um possível aumento no nível de endividamento e inadimplência, para os próximos meses, devido aos extras típicos gastos de início do ano, como as tarifas a serem pagas (IPTU, IPVA, Imposto de Renda), compras de roupa e material escolar.

Por Thiago Polido

CNC, Endividamento, Indicadores

Entrega da Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior 2011

26, janeiro, 2012

O Banco Central (BC) começará a receber a Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior do ano de 2011 no dia 06 de fevereiro. As declarações poderão ser entregues até às 20:00 do dia 05 de abril.

Devem prestar informações pessoas físicas ou jurídicas que morem no Brasil e que tenham no exterior valor ativo superior ou igual a US$ 100 mil.

Pessoas com valor ativo maior ou igual a US$ 100 milhões deverão apresentar essa declaração ao Banco Central a cada trimestre. A declaração dos três primeiros meses de 2012 deverá ser entregue entre 30 de abril e 06 de junho desse ano, para os meses entre março e junho a declaração deverá ser entregue entre 30 de julho e 06 de setembro.

A entrega das declarações será feita através do site do Banco Central, tanto da declaração anual quanto trimestral.

Embora uma pequena parcela da população tenha valores fora do Brasil, as declarações servem para que os economistas brasileiros e o Governo, assim como o Banco Central, tenham uma visão geral e mais ampla das riquezas, tanto dentro do Brasil quanto fora.

Fonte: Banco Central

Por Jéssica Posenato

Banco Central, Brasil, Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior, Notícias

PIB de São Paulo atingiu o valor de R$ 389 bi

25, janeiro, 2012

No último dado disponível o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade de São Paulo atingiu o valor de R$ 389 bi. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se a cidade de São Paulo fosse um país, seria a 40ª mundial, na frente de países como Chile, Egito e Israel.

De acordo com o FecomercioSP, São Paulo tem o PIB 70%  maior que a soma dos países sul-americanos: Equador, Paraguai, Bolívia e Uruguai. Também não seria para menos, São Paulo detém 38% das 100 maiores empresas nacionais privadas e 63% dos grupos de investimento internacional no Brasil, ainda tem 17 dos 20 mais representativos bancos.

Tantos investimentos provocam aumento no PIB, além disso a oferta de empregos é maior que em outros lugares do Brasil, assim como o piso salarial é maior para a maioria das profissões se comparado ao piso de outros Estados.

A Argentina que é a segunda economia da América do Sul (a primeira é o Brasil) e tem o PIB apenas 37% maior do que o da cidade de São Paulo.

Por Jéssica Posenato

Fonte: Fecomercio

Economia, Notícias, PIB, São Paulo

Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) – Janeiro de 2012

25, janeiro, 2012

Das sete capitais brasileiras pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), três apresentaram queda nos índices de inflação. Os índices são pesquisados semanalmente, a pesquisa é chamada de Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S).

Salvador foi a cidade que teve a maior variação do índice de inflação, caiu de 1,15% para 0,94%. Em São Paulo e no Rio de Janeiro o decréscimo foi um pouco mais modesto, chegando a apenas 0,10 ponto percentual de diferença.

Embora essa variação da inflação pareça ser pouco significativa, isso ainda é melhor que em algumas cidades brasileiras, que o índice subiu e o custo de vida tem ficado a cada dia mais alto. Um exemplo disso é Brasília, que teve o maior aumento, lá a inflação passou de 0,32% para 0,59%. Mas Brasília ainda não é a cidade com a maior inflação do país, em Belo Horizonte a taxa passou de 1,06% para 1,19%.

O aumento da inflação se deve principalmente aos reajustes das taxas de ônibus e a alimentação mais cara.

A pesquisa mostrou que em dezembro de 2011 a média da inflação no Brasil estava em 0,56%, já em janeiro de 2012 está em 0,65%.

Fonte: Fundação Getúlio Vargas

Por Jéssica Posenato

Brasil, Inflação, IPC-S, Notícias

Selic ? BC reduziu a taxa em 0,5%

21, janeiro, 2012

O Banco Central reduziu a taxa de juros (Selic) em 0,5% na reunião encerrada na última quarta-feira, 18/01/2012. Essa medida já era esperada pelo mercado e por esse motivo as atenções se voltaram muito mais para a ata, que poderá revelar as intenções do Copom para a próxima reunião, marcada para os dias 6 e 7 de março.

A realidade é que o Copom não tinha outra alternativa, pois muito embora a inflação esteja sob controle (apesar de suas variações pontuais), o cenário externo aponta para uma necessidade de intensificação das relações comerciais internas, ou seja, o Brasil precisa movimentar internamente sua economia para mitigar os efeitos da Crise que se alastra pela Europa.

A redução da taxa básica de juros não tem efeito imediato sobre o mercado e por isso o Copom precisará monitorar todos os principais indicadores da economia de forma minuciosa, possibilitando, na próxima reunião, uma tomada de decisão adequada ao panorama.

O mercado espera por uma nova queda da Selic na reunião de março, mas isso não é consenso entre todos os economistas, já que essa redução elevaria o risco de aumento da inflação em 2013, especialmente se ocorrer uma recuperação muito rápida da economia na Zona do Euro.

Mesmo com a última decisão do BC, o Brasil continua tendo uma das taxas de juros mais altas do mundo (10,5%), o que impacta negativamente na divida interna do país e em todas as relações de investimento da indústria e do comércio.

Para obter mais informações consulte www.bcb.gov.br.

Por Luiz Moreira

2012, Banco Central, Selic, Taxa de Juros

Condomínios – Queda na inadimplência em 2011

16, janeiro, 2012

Um levantamento feito pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) mostrou que o número de processos por falta de pagamento em condomínios caiu para 9.947, contra 11.808 registrado em 2010, o que representa uma queda de 15,76%.

O resultado reforça uma queda iniciado a partir de 2007 (15.902), em 2008 (13.084) e em 2009 (11.459).

 Em relação aos processos de dezembro, houve queda de 33,68%, com 579 casos. No mês anterior o índice foi de 873 casos. Já em relação a dezembro de 2010 a queda foi de 27,99%, com 804 casos registrados.

Para o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios, Hubert Gebara, a redução se deve ao bom momento em que vive a economia brasileira, principalmente porque as pessoas estão regularizando suas pendências financeiras com acordos extrajudiciais.

Ele argumenta que o acordo é vantajoso para todas as partes envolvidas, já que uma ação dessa categoria pode levar muitos anos para ser concluída e resolvida.

Outro fator que tem contribuído para essa queda nos percentuais é a lei 13.160, que prevê a possibilidade de protesto aos boletos de condomínio, por isso é aconselhável que os síndicos e as administradoras também procurem negociar com os inadimplentes, principalmente no sentido de conscientizá-los mostrando a importância do pagamento para a manutenção financeira do prédio.

Por Natali Alencar

2011, Condomínio, Inadimplência, Secovi

EFD-PIS/Cofins – Novo prazo para a entrega obrigatória e nova versão do PVA

13, janeiro, 2012

Foi prorrogado pela RFB (Receita Federal do Brasil) o início da entrega obrigatória da EFD-PIS/Cofins – Escrituração Fiscal Digital do Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Sócia l – para o ano-calendário 2012, relativo ao cronograma inicialmente estabelecido para vigência a partir de 2011, pelas empresas sob tributação com base no Lucro Presumido para fatos geradores incidentes a partir de julho de 2012 e torna facultativa a entrega da EFD-PIS/Cofins para empresas tributadas pelo Lucro Real, relativo aos fatos geradores do período de 01/04/2011 a 31/12/2011.

EFD-PIS/Cofins deve ser transmitida mensalmente pelas empresas por meio do PVA – Programa Validador e Assinador, para o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, até o 5º dia útil do 2º mês subsequente aos fatos contábeis, sob pena de multa para aquelas que não atenderem aos prazos legalmente estipulados.

A versão 1.0.4 do PVA da EFD-PIS/Cofins foi substituída pela versão 1.0.5, atualmente vigente, no entanto, em virtude da prorrogação da obrigatoriedade de entrega para algumas empresas e fatos geradores, a versão atual do PVA não contempla as propriedades específicas dos registros contábeis simplificados incidentes sobre a Contribuição da Cofins e do  PIS/PASEP – Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, pelos regimes de caixa ou competência, funcionalidades estas que estarão contempladas em versão futura do PVA para as contribuições referentes ao regime cumulativo.

A versão 1.0.5 traz, em linhas gerais, correções, inclusões e alterações de regras de validação de campos, registros e alíquotas, cujo detalhamento pode ser consultado no sítio SPED.

Por Moema Dias

EFD, Empresas, Notícias, PIS e Cofins

Pesquisa sobre os Problemas da Saúde Pública no Brasil

13, janeiro, 2012

Um dos grandes problemas de gestão no Brasil é a saúde pública.

A pesquisa "Retratos da Sociedade Brasileira: Saúde Pública", divulgada pela CNI, revelou que aproximadamente 96% da população brasileira rejeita a criação de impostos para melhorar a situação da saúde no país.

O sistema público de saúde teve reprovação de 61% dos brasileiros e 95% revelaram que o setor precisa urgentemente de investimentos na área.

Entre os principais problemas do sistema público, os entrevistados citaram: a falta de médicos (mencionado por 9% dos entrevistados), a demora no atendimento (indicado por 55% dos entrevistados) e a falta de unidades de saúde e de equipamentos (informado por 10% dos entrevistados).

Entre as soluções para o problema, os entrevistados mencionaram a melhoria dos postos de saúde e hospitais (citado por 54% dos entrevistados), o aumento do número de médicos (citado por 57% dos entrevistados) e a melhoria no salário dos médicos (indicado por 30% dos entrevistados).

Por Natali Alencar

Brasil, Notícias, Pesquisa, Saúde Pública